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» 04/03/2009

Entidades propõem consumo consciente de sacola plástica


Conscientizar a população e os supermercadistas sobre o uso responsável das sacolas plásticas, além de reduzir o seu consumo em no mínimo 30% em todo o Brasil está entre os objetivos do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, apresentado durante a APAS 2008 – 24° Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, realizada de 26 a 29 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A sustentabilidade na indústria e no varejo foi um dos grandes temas da exposição – palco ideal para o debate sobre o uso das sacolas plásticas, tão discutidas nos últimos dois anos. O programa resulta da parceria entre três entidades do setor plástico – a Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) – com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e com a Associação Paulista de Supermercados (Apas).

As cinco entidades firmaram o compromisso de parceria durante a cerimônia de abertura da exposição, que contou com as presenças do governador José Serra, do prefeito Gilberto Kassab e de empresários do setor plástico, do varejo supermercadista e de indústrias de alimentos, cosméticos, entre outras.

O programa propõe a confecção e uso de sacolas plásticas mais resistentes, produzidas de acordo com a norma ABNT 14.937. As novas “sacolinhas” trazem impressas informações importantes sobre reciclabilidade dos plásticos e o peso que suportam. O modelo apresentado, com alça do tipo camiseta e solda no fundo, tem capacidade nominal para 6 kg de produtos. Confeccionada em polietileno de alta densidade (PEAD), mede 40 cm x 50 cm (considerando sanfona lateral e alça) e tem espessura total de 27 micras.

A reportagem de Plástico Moderno testou as novas sacolas que agüentaram a carga proposta de 6 quilos de produtos. Foram colocados na embalagem: 2 kg de feijão, 1 kg de arroz, 1 kg de açúcar, 1 kg de farinha de trigo, 500 g de lentilha e 500 g de milho para pipoca. A sacola não rompeu na alça ou na solda.

Divulgação

Embalagem mais resistente suporta maior peso

Porém, quando os mesmos produtos foram transferidos para uma sacola não normatizada, distribuída em rede de supermercados de São Paulo, o resultado foi o oposto: a embalagem se rompeu no momento em que foi suspensa do balcão.

Além de aumentar a segurança no transporte e manuseio das compras, o modelo dispensa a sobreposição de embalagens, ação bastante comum na boca do caixa, em razão do fraco desempenho da maioria das sacolas distribuídas no varejo. O próximo passo é convencer o consumidor, acostumado com a fragilidade das sacolinhas, que o novo produto pode ser usado sem receio e com segurança.

Segundo as entidades envolvidas no projeto, embora as novas embalagens sejam mais caras, o varejo não vai arcar com custos mais altos para abastecer-se, uma vez que poderá encomendar à indústria um volume menor de sacolas.

Nos últimos anos, as sacolas plásticas distribuídas nos supermercados têm sido alvo de inúmeras críticas. Porém, pesquisa realizada pelo Ibope com 600 consumidores, no final do ano passado, mostrou que 71% são favoráveis ao uso do material. Os entrevistados consideram esse tipo de embalagem ideal para o transporte de compras.

 
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